DRF/Belo Horizonte inaugura 18º NAF em sua jurisdição

26 de dezembro de 2019

O núcleo inaugurado funcionará no município de Ipatinga.
DRF/Belo Horizonte inaugura 18º NAF em sua jurisdição

A jurisdição de Belo Horizonte conta agora com mais um NAF, em Ipatinga, que começará a atuar no início de 2020. O acordo de cooperação foi assinado pelo delegado, o auditor fiscal Mauro Luiz de Oliveira, e pela Diretora da Faculdade Pitágoras na cidade, Mércia Cristina Pena. No evento estiveram presentes, ainda, professores e alunos do curso de Ciências Contábeis que participarão do novo núcleo. Mauro falou sobre a importância dos NAFs que têm adquirido, cada vez mais, um papel estratégico, ao contribuir para a orientação dos cidadãos, a formação dos estudantes, além de ajudar a garantir certa capilaridade no atendimento referente aos tributos administrados pela Receita Federal. A região possui apenas uma agência da Receita, em Coronel Fabriciano, unidade que há dois anos abrigava uma delegacia.

NAF IpatingaO encontro foi também uma oportunidade para a palestra “Educação Fiscal: um convite à cidadania”, do Carlos Eduardo Bernardi Cruz, o Cadu, ex servidor da Esaf, com grande experiência na divulgação do Programa de Educação Fiscal. Depois de passar por um panorama teórico que contextualiza a tributação como meio legítimo de atender as demandas sociais, lembrando também que todos somos contribuintes (com o que há de deveres e direitos implicados nessa constatação), Cadu fez uma comparação entre corrupção e sonegação, mostrando o impacto da última para o país, até mesmo maior que o da corrupção, e visando, com isso, dar a correta dimensão a ações que por vezes não têm suas consequências claramente percebidas. Outro destaque da apresentação foi o histórico que fez da escravidão no Brasil, até chegar ao que hoje chamamos “escravidão moderna”, que consiste no trabalho com remuneração exígua e alta exploração, e para a qual contribui, grandemente, a aquisição de mercadorias descaminhadas, contrabandeadas e falsificadas.

O “convite à cidadania”, assim, pode ser traduzido como um chamado para que cada um perceba melhor a realidade social em que vive e sua responsabilidade em relação a ela; os estudantes pareceram sensíveis ao aceno, e a boa resposta à assinatura do acordo e às falas surgem como reafirmação de um outro convite, com direção oposta: da sociedade para a Receita, com a confirmação da proximidade e da parceria como o melhor caminho (talvez o único possível) na busca da justiça fiscal – e social.